quarta-feira, 23 de junho de 2010

A ESPERANÇA NA LAMENTAÇÃO

Introdução.
Texto: Lm 1. 1-5, 12

Lamentações: a própria palavra já diz tudo; chora ou clamar em voz alta. Essa é melhor tradução para as lamentações de Jeremias.
Para que nossos alunos tenham uma visão mais clara do livro de lamentações, ainda que não seja o objetivo da lição desde domingo, vamos dar alguns esclarecimento sobre a importância desse livro:

Característico do livro: ele faz parte da terceira divisão canônica do Antigo Testamento hebraico que os judeus chamavam de ou < rolos>
No hebraico esse Livro é chamado de a primeira palavra do livro no original hebraico, mas também era chamada de < qinah> que significa lamentações.

Os Cinco rolos (Megila) eram tidos como livros santos e reverenciados no judaísmo, sendo lido cada um deles em uma respectiva.
1. o livro de Ester era lido na manha da festa do Purim lembrando assim do
grande livramento nos tempo de exílio em Susã, capital do reino medo-
Perça do rei Assuero nos tempos Bíblicos, cerca de 485 Ac.,
2. o livro de Rute, como também era de costume na manhã de
comemoração da festa de pentecostes
3. o de cantares ou cântico dos cânticos na Páscoa,
4. o de Eclesiastes na festa do Tabernáculo.


O livro todo foi escrito cada letra com uma lagrima, e cada palavra com o pulsar de um coração partido.

O titulo do livro na septuaginta é “ Cântico fúnebre” e na língua moderna européia, como em português, vem da vulgata latina com base no vocábulo latino Lamentum, e . Na vulgata latina o titulo especifico é .

Em fim, no livro de lamentações, jeremias mostra a sua mais profunda dor e angustia pelo povo de Judá que estava no cativeiro, e acidade de Jerusalém, derribada, o templo destruído e as portas da cidade queimada a fogo.



I. O quem são as lamentações de Jeremias.

Já falamos na introdução sobre o livro de lamentações na Bíblia hebraica, vamos no ater nesse momento nos demais pontos:

Tema e data do livro: como já vimos na introdução, o livro de lamentações tem vários temas, no entanto, como sugere Donald Stamps, é “Tristeza presente e Esperança futura”. Lembrando que, essa é a idéia do teólogo acima, mas não devemos esquecer o que sugere os originais.

Se levarmos em conta o pouco tempo que Jeremias ficou em Jerusalém, após sua captura pelos Babilônicos, deve ter sido escrito um anos após os acontecimento do séculos V a.C ( em 585), já quase virando para o século VI a.C.

O propósito das lamentações – Havia uma promessa sobre o reino messiânico. No entanto, Jeremias via nesse momento a monarquia da casa Davídica desmoronada. O povo levado cativo para babilônico, e toda a cidade destruída.

Segundo alguns historiadores, foi ao pé do monte calvário que Jeremias chora pelo povo, e isso faz com que o povo passe a interceder pela nação.

A importância das lamentações – Ela rememora a destruição de Jerusalém, sendo lida no mês de abe.
Isso parece antagônico, relembrar a destruição da cidade, mas na realidade é para que o povo nunca mais esqueça a rebeldia e pecado dos seus pais e o castigo de Deus.

As lamentações no novo testamento – As lamentações de Jeremias têm um lexeo muito significativa como sofrimento de Jesus pelo seu povo:
Jesus chorou sobre Jerusalém, quando muitas vezes tento ajuntar o povo como a galinha ajunta seus filhotes debaixo de suas asas, e eles não quiseram, sendo por destruídos no 70 d.C.

Jesus lamentou sobre Jerusalém, Jeremias lamentou a solte do provo.


II. O homem que viu todas as dores de Jerusalém

Jeremias foi o homem que viu a aflição de seu povo, ao ponto que sentiu castigado por Deus

Vivemos em um mundo tomado pelo desespero. A angústia passou a ser companhia do ser humano. O pecado naturalizou de tal modo que as pessoas não encontram outro meio de satisfação. A plena satisfação, no entanto, de acordo com o ensinamento bíblico se encontra em Deus (Mt. 5). Ainda que a humanidade siga arredia dos caminhos do Senhor, não podemos encontrar guarida a não ser em Cristo. Somente Ele, conforme atestaram os discípulos, tem palavras de vida eterna (Jo. 6.68). Como os crentes de Tessalônica, há muitos que não mais têm esperança. Mas a mensagem do evangelho de Cristo nos aponta para um futuro glorioso, no qual a morte não é o fim. Cristo virá para arrebatar a Sua igreja e levá-la para estar com Ele (I Ts. 4.13-17; Jo. 14.1). Os crentes de Corinto não tiveram o conhecimento apropriado da verdade bíblica a respeito da ressurreição. O apóstolo destinou parte da sua I Epístola a fim de esclarecê-los sobre essa esperança cristã (I Co. 15). Cristo ressuscitou, Ele está vivo, e, porque Ele vive, podemos também ter esperança. Mesmo em meio às adversidades da vida presente, podemos ter a convicção, pela fé, de uma realidade que já começou e que haverá de se concretizar plenamente no futuro, a partir da qual viveram os heróis da fé (Hb. 11).


III. Por que é preciso lamentar

Como vimos na introdução que lamenta é chorar em voz alta. Será que nesses dias temos nós lamentado pela causa do mestre?
Jesus chorou pelo seu povo, e diante de tantas calamidades que invade a obra de Deus nesse mundo, que temos feito para despertar o povo?

Lamentar a solte dessa nação é um dever meu e seu, que o nosso gemido chegue até o trono Deus, e quem sabe haja esperança.

Conclusão

Ao finalizar esse trimestre esperamos Deus tenha falada em muitos corações e de diversas maneiras.
Que o nosso choro, nossa lamentação reverta em esperança para o tempo do fim.
Amem.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A EXELENCIA DO MINISTÉRIO

2010-06-12 19:50

JR. 45:1-5

Um homem que pertencia nobreza, agora tinha que depender exclusivamente de Deus.

Foi desafiado a escrever o segundo livro das profecias de Jeremias, tendo em vista que o primeiro foi queimado pelo rei.



O que significa palavra Excelência? Ela é oriunda do termo em latim ‘excellentia”.
Esta palavra que tem como prefixo e ditongo ‘Ex’ - que significa: Movimento para fora; posição exterior.


A etimologia da palavra excelência é algo inerente ao ocorrido com Baruque.
Se nós analisarmos a palavra veremos que: Excelência significa superioridade de qualidade, ou seja algo com qualidade superior;primazia; especialidade.
A inferência ou a forma de pensamento que ‘excellentia’ era usada era no sentido de que era algo realizado para o bem de outros e não de quem realizava a ação.

Portanto, Baruque ao desabafar com Deus estava quebrando esta máxima.
Ele já era excelente no que fazia pois realizava algo para Deus, para o Profeta e para o povo de Israel.

Ele como nós, só nos achamos excelentes, quando nos sentimos bem, quando estamos bem, sem que necessariamente, os outros também estejam bem.
Ser Excelente é executar algo para os outros, este é o real sentimento de ser excelente.



I. QUEM ERA BARUQUE



Baruque - Baruch - Baruc - Ba’ruch - Hebraico=Barûkh - Deus seja bendito ou abençoado - Escriba e Secretário de Jeremias citado ao longo das linhas do Livro profético.



Baruque pertencia nobreza de Judá, um homem culto que sabia falar bem em publico e hábil escrito na língua Hebraica, como podemos dizer, era um moço de sucesso.



Seu nome significa abençoado ou bendito, amigo fiel e amanuense de Jeremias.

Começou a escrever as profecias de Jeremias no quarto ano do rei Jeoaquim, entregue por Jeremias afim de lê-las diante do povo.





II. CORAGEM E ZELO DE BARUQUE



O próprio Baruque sentiu se aterrorizado por causa das profecias, mas recebeu a promessa que seria livre das calamidades preditas contra Israel.

Um moço reconhecido por seu zelo dedicação e trabalho.



1. Cuidava dos negócios particulares de Jeremias



Durante o cerco de Jerusalém em 587 a.C., Jeremias comprou um terreno de seu primo Hanameel, deixando o titulo com Baruque (Jr. 32.12).



Baraque foi acusado também de influenciar Jeremias a tomar partido contra os Caldeus (Jr. 43.3).

Foi lançado na prisão em companhia de Jeremias. Ficou ali até a Cidade ser capturada conforme registra o historiado Josefo.



Assim Baruque não estava realizando uma simples tarefa, mas um trabalho de grande valia. Deus não se impressiona com aquilo estamos fazendo, mas leva em consideração o amor e a dedicação com que é feito. Para Deus não existe grande trabalho, todos tem o mesmo valor.



Muitos desprezam certo trabalho na igreja por achar que é humilde de mais para ser feito.



Entenda que na casa de Deus não existe menos o mais importante, todo trabalho é importante, desde que haja dedicação no valor.

Baruque podia ser amanuense do rei, mas escolher por fazer um trabalho ao profeta que era perseguindo e rejeitado pelo rei de Judá.



Talvez, meu amado, você esteja fazendo trabalho para seu pastor, tem sido seu auxiliar, e espera dele alguma coisa. Fique certo que a recompensa poderá vir de forma que você não espera de maneira que não vai ter agradar, mas essa é a vontade do Senhor.



2. Fiel nas escritas.



Ele tinha grande responsabilidade de registrar fielmente todas as profecias que o profeta inspirado por Deus ditava a ele.



Note que o povo Judeus eram muito cuidadosos na questão da Escrita Sagrada. Os copistas contavam até a quantidade de letras para não errar a tradução das copias ou tirar ou acrescentar. Tamanho era então zelo de Baruque..



Alem de escrever as profecias, Baruque também as lia para o povo, o conselheiro e do rei.



Deus nesses últimos dias está em busca de homens fiel que tenha a coragem de não omitir nada daquilo que ele tem nos entregado através da palavra revelada.



III. EXPECTATIVA FRUSTRADA



Estamos vivendo tempo onde procuramos glorias pelo nosso trabalho prestado, com Baruque certamente não era diferente, mas em vez de o povo se curvar diante da leitura das profecias, o povo continuou com seus corações endurecidos.



Baruque via seu sucesso fracassado quando a cidade de Jerusalém aos pouco ia se sucumbindo face a profecias ditado pelo profeta Jeremias.



Não acontece assim conosco também? Muitas vezes vemos nosso sucessos se transformando em aparente fracasso. Parece que todo nosso trabalho feito para Deus caiu por terra e reduziu a nada, e nós ficamos a questionar e até o pensamos em parar. Até mesmo os nossos melhores amigos parecem que nos abandonou.



Baruque quem sabe esperava reconhecimento de Jeremias, mas em vez disso o que lhe restou foi também prisão ao lodo de seu mestre e acusações sem motivo.



Baruque, apenas registrava o que o profeta recebia do Senhor, no entanto, isso foi o bastante para ser acusado pelo povo de Judá em afirma que Baruque estava seduzindo o profeta Jeremias a pronunciar tais profecias contra Jerusalém e contra o Santo Templo.



Certamente, isso causou frustração para o moço Baruque que cheio de sonhos, agora via nada mais que acusações contra si e um trabalho que tanto se esmerava para realizar.



IV. SUCESSO OU EXCELENCIA



O que entendo por excelência vai além daquilo que esperamos como gratificação humana, ou sucesso. Sucesso e realizações pessoais podem serem conseguidos na vida profissional, mas na vida no sentido espiritual, tudo que conseguimos é a excelência do nosso trabalho que sempre é feito em favor dos outros.

A frustração de muitas pessoas no ministério hoje, se dá exatamente por causa do sucesso não alcançado, por que fizeram para si e não para os outros, ou seja, em beneficio de outro.



A excelência do ministério cristão consiste na DIACONIA, a arte de servir os outros. É muito gratificante quando dispomos a servir os outros sem exigir recompensa alguma ou gratificação futura. Eis o grande perigo para aqueles que buscam glória para o tempo presente.



A palavra de Deus afirma que quando recebemos louvores dos homens, já recebemos também o nosso galardão. Desta forma somos reconhecidos diante dos homens, no entanto não somo visto por Deus.



Os verdadeiros servos excelentes, às vezes estão no anonimato, não são visto e nem reconhecido pelo igreja, e às vezes nem pelo ministério quando o mesmo é um obreiro.

Deus procura os fieis da terra, e se procura é porque estão escondidos. Em outras palavras, Deus procura os excelentes da terra.



João 4:23

Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem).





A adoração é uma formação de excelência, por que prestamos homenagem à outro, quando partimos do sentido original da palavra adoração.



CONCLUSÃO



Façamos o nosso trabalho com excelência, dedicação e esmero. Ainda que os óbices do dia a dia queiram barrar o nosso trabalho. Os nossos adversários, tais como tinham Baruque e Jeremias que estão no meio do ministério cristão; você meu amado obreiro entenda que Deus está te vendo, avaliando e aprovando seu trabalho.

Não importa as lutas; saiba que está fazendo um trabalho para um outro “Rei Jesus” , siga em frente não parece.



Tenham todos uma boa aula

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O VALOR DA TEMPERANÇA

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Lição Bíblica – E B D – domingo 06 de Junho de 2010

Texto: Jr. 35: 1-5, 8,18,19

INTRODUÇÃO

Deus está em busca de família recabitas em nossa era. O que me chama atenção nesse texto bíblico, é que esse povo seguia tradições de seu ancião Jonadabe, e diante da mesa preparada pelo profeta Jeremias eles recusaram beber o do vinho que foi servido.
Inha mais valora tradição do que a palavra do profeta, embora que, o que estava em jogo era comparação entre a obediência dos recabitas e o povo e Judá.

I. II. III. ORIGEM E HISTÓRIA E ESTILO DE VIDA DOS
RECABITAS

1.Origem dos recabitas
Eram descendentes de Hobabe, cunhado de Moises. Eram quineus. Não eram adoradores de ídolos, mas foram com Israel para Canaã . Estabeleceram-se no sul de Judá perto do deserto de Cades. Eram nômades conforme registra Juizes 1:16 e I Sm 15:6.
Originou-se com Jonadabe, filho de recabe, por volta de 842 a.C. (2 Rs. 10:15-23).

a. Posição social dos recabitas: Alguns eruditos pensam que Jonadabe era homem simples de deserto, e outros afirmam que era nômade criador de rebanho, mas no entanto se pensa que era um guilda socialmente importante.

b. Posição religiosa de Jonadabe: Era um defensor radical do nome de Yahweh, sob um ameaça crescente baalismo, durante o reinado da casa e de Onri, que era o rei.
Sua regra visa à preservação da simplicidade primitiva, ou seja, a vida nômade, pois vida civilizada, leva à apostasia para bem longe de Yahweh.

Devida a sua obediência dos recabitas, Deus prometeu que nunca faltariam representantes nas gerações sucessivas (Jr. 35.19).
Alguns textos bíblicos nos revelam o cumprimento dessa promessa:
1. Ne. 3.14 – Reparação da porta do monturo, por Malquias filho de recabe.
2. Uma tradição judaica afirma que filhas de recabitas casaram com sacerdotes.
3. Outra tradição diz que um sacerdote recabitas protestou contra o martírio de Tiago (Eusébio – História Eclesiástica)
4. Até hoje existe professor descendentes da seita, no Iraque e no Iêmen.
Como é bom se fiel Deus, mantendo a temperança diante das ofertas do mundo secular.

Os recabitas aparecem no cenário do livro de Jeremias, quando Jonadabe foi convidado pelo rei Jeu para destruir os profetas de Baal, conforme 2 Rs 10:15-27, em um sacrifício solene que Jeu ia oferecer a Baal, sendo uma astúcia ou emboscada para dar cabo aos profetas de Baal.

O estilo de vida de povo, é figura do povo de Deus que não se mistura com o mundo e nem se contamina, isso na simbologia do vinho oferecido pro Jeremias. Quanto a sua vida nômade, representa o estado de vida da igreja que é peregrina na terra.
Somos peregrinos em terra estranhas. Os recabitas não eram de Canaã, vieram o os Isralista, não faziam parte promessa, mas foram incluídos por adoção através de Moises.
Nós também não éramos descendentes da promessa, mas em Cristo fomos eleitos para sermos participante da mesma promessa feita a Israel.

O exemplo dos recabitas, deve ser seguido por nós, integrante da igreja do século XXI, que em meio a tantas atrocidades, falta para muitos “O valor da Temperança”.

CONCLUSÃO:

Israel estava nos seus últimos dias, assim com o estamos nós também. Sejamos vigilantes e pacientes.
Que reine em nós as virtudes cristãs, da qual a temperança é uma delas.
Finalizo com as palavras de Paulo:

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas. I Co 6:12

Tenham todos uma boa Aula.

Pb. Jaime Bergamim
Igreja Evangélica Assembléia de Deus
Campina Grande do Sul – Pr
Região Metropolitana de Curitiba-Pr

sábado, 29 de maio de 2010

ESPERANDO CONTRA A ESPERANÇA

TX. JR. 30: 7-11

INTRODUÇÃO.

Judá estava preste a ser subvertida pelos caldeus, e todos haviam de ir para o cativeiro de setenta anos. No meio deste cenário profético, parece que tudo estava perdido. As profecias falsas não haviam se cumprido e para o povo não havia mais esperança. No entanto, nesse momento tão cruciante da historia de Judá, Deus continua a usar o profeta Jeremias, que podemos chamar de profeta da esperança.

I. O QUE É ESPERANÇA

A esperança é uma virtude que norteia a fé cristã, e sem ela não alcançaríamos a excelência de uma vida vitoriosa em Cristo.

1 Esperança significa anelar por alcança algo no futuro, pelo qual não desfalecemos em momento algum.
A certeza das coisas futuras reside na esperança que temos nas promessas feitas por Jesus nas suas santas palavras.

Jesus nos prometeu uma morada eterna, e por ela nos esperamos. Isso é caracterizada por esperança.

2. Esperança - no livro de Jeremias – A esperança de Jeremias da-se no momento mais dramático, quando Jeremias vê no horizonte profético a restauração de Israel, para além dos setenta anos do cativeiro babilônico.

O Período chamado como angustia de Jocó, quando Deus vai provar mais uma vez a nação de Israel.

II. ANGUSTIA DE JOCÓ

1. A angustia de Jacó.

A historia de Israel, para mim é uma das historias mais linda que nos fascina ao estudá-las, mas compreender é uma questão de muitos estudos sistemáticos dos acontecimentos históricos e profeticos.

A angustia de Jocó, terá seu inicio com a grande tribulação, quando o tempo dos gentios terá terminado, então Deus tratará com a nação de Israel, o que se derá logo após o arrebatamento da Igreja.

O povo de Israel já ressuscitou como nação politicamente organizada, se olharmos com base na visão do vale de ossos secos de Ez. 37. O estado de Israel foi formado em 14 de Maio de 1948. As 69 semanas profética de Daniel (Dn 9:24). No entanto Israel ainda continua em pecado sem reconhecer Cristo como o messias prometido.

Somente no período da Grande Tribulação, conhecida como angustia de Jocó, é que Israel realmente se converterá e reconhecerá Cristo como o Messias prometido.


2. Profecia de Ezequiel.

Ezequiel nos capítulos 38 e 39 usa linguagem simbólica de Gogue e terras de Magogue que invadiriam Israel.

Politicamente falando Gogue, é uma referencia a Rússia segundo alguns teólogos, um inimigo incrível que se levantaria do extremo norte. Este inimigo se constituído de grande nação que reunirá a sua volta alguns aliados.

Quando a luta estiver no auge da peleja, Deus intervirá milagrosamente em favor de Israel, e ele será salvo.

3. Profecia de Daniel.

Em Daniel vemos as 70 semanas proféticas. Quando estamos tratando de profecias precisamos entender que o tempo cronológico de Deus é diferente do nosso. A setuagésima semana profética terá seu inicio com o arrebatamento da Igreja. Assim, a metade da semana que fala Daniel da aliança firmada com Israel que será rompida na metade da semana, ai, então, que se dará a angustia de Jocó. Neste momento eles vão entender que foram enganados.

4. Profecia de Zacarias.

Israel sempre foi alvo das demais nações da terra. Em todos os tempos Israel sofreu perseguição, e Deus sempre deu livramento para mostrar o seu amor e chamar Israel ao arrependimento. Até aqui, Israel não reconheceu na totalidade o grande amor de Deus. Assim, chegará o momento que Deus deixará em aperto para dar o ultimo e cabal livramento.

O período que fala o profeta Zacarias dar-sê-a no culminar da chamada guerra do Armagedom, quando todas as nações se levantará para guerrear contra Israel.

Nesse momento Cristo aparecerá e colocará seus pés no monte das Oliveira e ele se fenderá ao meio e abrirá caminho por onde Israel escapará. Deus dará então livramento ao Seu povo, a menina de seus olhos.
Assim, os inimigos de Israel será aniquilado, e haverá então, a tão grande esperada esperança contra a própria esperança que parecia ser impossível.

As aliança de Deus com Israel, jamais falhará, Desde as terras de Ur, terra de Abrão, até a culminante guerra do Armagedom, Israel está debaixo da aliança de Deus, Aleluia.


III. RESTABELECIMENTO DE ISRAEL

1. A volta de Israel a sua Terra.

Desde de o ano 722 a.C. quando os assírios destruíram o reino do norte (Israel), levando cativeiro as 10 tribos, a nação de Israel propriamente dita, desapareceu, e quando vemos voltar cativeiro babilônico, só aparece à nação de Judá que era o reino do Sul, constituída por 2 tribos. Porem, a promessa de Deus é que traria todas as tribos desde Dã que foi a tribo que não se destacou nas conquistas da terras, mas livro de Apocalipse 7:5-8, aparece com a lista das 12 tribos (chamada de Aser). Em I Cr 12.35. Em chamada se Aser em I Cr. 27:22 e chamada de Dã.

Ali Israel, tomará posse definitiva de sua herança que eles tanto lutam hoje para preservá-la.

2. Restabelecimento do Estado de Israel.

Nem a devastadora II guerra mundial, muito menos a Alemanha de Hitler, conseguiu apagar Israel do mapa. Alias, treze anos após a guerra Israel estava se firmando com Estado. As profecias tinham que se cumprir.
Deus não ia levantar Israel, quando ele era um estado poderoso, Deus deixou para restaurar tudo no momento mais critico da história, não só de Israel, mas do mundo inteiro.

A visão de Ez. 37 (vale de ossos), agora já tinha carne, pele e estavam em pé. Mesmo como nação, Israel ainda não tem vida espiritual na sua totalidade.

3. A retomada de Jerusalém.

Na década de 60, Israel com apenas de 17 anos de vida / estado, ganha uma guerra quase impossível, em 1980 o primeiro ministro Menchem Begin, declarou para o mundo, Jerusalém é capital indivisível de Israel.

A consolidação do Estado de Israel é um marco fundamento no palco da escatologia, e na contagem do relógio de Deus baseado em Lc 21:30
Quando a figueira começam a brotar, sabeis por vós mesmos, ao vê-las, que já está próximo o verão.

Em cantares de Salomão 2: 12:

Eis que passou o inferno: a chuva cessou e se foi. Aparecem as flores na terra, e tempo de canta chega, a voz do rola se ouve em nossa terra.

O inverno para Israel já passou; em breve a rola cantará (Espírito Santo, por que Israel ainda não recebeu a Cristo).

CONCLUSÃO:


Jeremias viu longe uma promessa, e se valeu de uma promessa que ele mesmo não viu cumprir, mas ela tão real que em pleno século XXI podemos constatar quão grande é o nosso Deus.
Assim, como a nação de Israel, ou como Jeremias esperou contra a esperança, você meu amigo leitor ou internauta que possível estará lendo através desse Blog (profjaimebergamim.blogspot.com) esse estudo, possamos estar firme, porque Deus jamais falhará com a sua aliança para com seu povo. Pense nisso, Deus ama você.
Amem.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O PODER DA VERDADEIRA PROFECIA

Jr. 28.5-12, 16,17

Jeremias, um profeta verdadeiro em meios aos profetas falsos; ele faz a diferença, pois Deus vela pela sua palavra quando ele manda falar.

Os falsos profetas, não trabalham em favor do povo, mas em favor de si próprio esquecendo que Deus não os autorizou a falar em seu nome.

Na nossa lição, encontramos o tal de Hananias, um homem pouco conhecido, apenas sabemos que era filho de Azu. Era um homem talentoso a vista humana, mas a vista de Deus não passava de um enganador do povo.
Ele se aproveitava para falar somente aquilo que o povo gostava de ouvir sem se preocupara com a vontade divina, que era outra, e acima de tudo contraria o que ele profetizava.

A suas palavras foram afrontas contra Jeremias que era um autentica profeta do Senhor que exortava Judá ao arrependimento e aceitar o cativeiro Babilônico como plano de Deus.
Assim, Hananias nada mais fazia do que induzir o povo a rebelião.

Ele afirmou que em dois anos os cativos seriam repatriados e os tesouros do santo templo devolvidos. No entanto isso não se cumpriu.
Ele conseguiu agradar o rei.

Como homem de Deus não deve falar aquilo que o povo gosta, mas aquilo que Deus quer de melhor para seu, ainda que no presente momento a palavra pareça dura, mas no seu final trará refrigério para as almas.
Deus Está em busca de verdadeiros profetas, e não de meros paroleiros ou aventureiros.

Tais profetas são passivos do castigo divino, como aconteceu com Hananias, que morreu conforme a palavra do profeta Jeremias ( Jr. 28:16).
O castigo de Deus não tardou, e nem cai por terra à palavra do profeta Jeremias. Deus vela pela sua palavra, mas não tem compromisso com aquilo que ele não falou.

O dom de profecia que Deus nos concede, deve ser colado único exclusivamente a serviço da obra de Deus.
Deixe Deus te usara, e nunca use a Deus, coloque se a disposição dele, e ele te honrará.
O juízo de Deus vira sobre todos os profetas, que sem temor brincam com o nome de Deus e de sua santidade. Tais profetas receberão a justa recompensa a seu tempo.


Em pleno século XXI, precisamos estar alerta e com muito cuida em relação aos falsos profetas.
Eles estão ai para enganar a muitos, e se possível até os escolhidos de Deus (Mt. 24.11).
O Senhor Diz que ele viria e enganaria a muitos. Assim precisamos tomar alguns cuidados.

Qual a procedência do profeta: Estamos vivendo uma onda de avivalistas e autodenominados conferencistas, que muitas vezes não sabemos de onde vêm, e se oferecem para pregar em nossas igrejas, e muitos pastores levado por motivações pessoais acabam por entregar o púlpito de sua igreja a esse mercenários que induzem muitos servos de Deus a erros.
Muito desses profetas, são verdadeiro marqueteiros, que vendem produtos baratos e levantam grande somas de dinheiros em troca de mensagens desprovida de teologia Bíblica, e por que não dizermos divorciada das Escrituras. Um evangelho fácil e sem compromisso que não leva o pecador ao arrependimento e nem glorifica o nome de Jesus. Desses tais, fujam.

A qualidade da mensagem do verdadeiro profeta engrandece a Deus, e leva efeito à alma sedenta, ao contrario das mensagens dos falsos profetas que enganam e insinuam a apostasia entre o povo de Deus.
Alem do mais, esses falsos profetas não respeitam a autoridade do pastor local quando falam até mesmo contra o rebanho que ele pastoreia, deixando em descrédito a imagem do pastor local.
Foi exatamente isso que Hananais fez com a imagem do profeta Jeremias.

Cuidemos-nos para não cairmos nessas armadilhas diabólicas e satânica disfarçadas de mensagens lindas, mas que não passam de falsos discurso vazios e ecos.

Que Deus nos de sabedoria e visão para conhecemos os verdadeiros profetas do Senhor.
Amem.

Pb. Jaime Bergamim
Prof da Escola Bíblica Dominical
Em Campina Grande do Sul
Região metropolitana de Curitiba-Pr

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O CUIDADO COM AS OVELHAS

Lição da ebd NR. 7 DE 16/05/2010
Jr. 23: 1-4 e Jo. 10: 1- 5

Introdução

O capitulo 23 de Jeremias começa com um exortação aos pastores de Israel, mas infelizmente o novo rei e seus conselheiro não fizeram caso dos aviso de Jeremias. Eles se tornaram iguais a “pastores” que não se preocupam com o bem-estar das ovelhas. Como resultado disso Deus disse que o rebanho (Judá) seria espalhado pelo mundo, até o tempo que o verdadeiro pastor as reunisse novamente.

Os sacerdotes e os profetas também eram culpados de levar o povo ao pecado. “Jeremias lamenta que “ Eles quebraram seu coração” Jr. 23.9 “ Quanto aos profetas . Meu coração está quebrantado dentro de mim; todos os meus ossos estremece: sou como um homem embriagado e como um homem vencido pelo vinho, por causa do Senhor e por causa das palavra da sua santidade”.

I. O QUE É UM PASTOR

É aquele que administra o rebanho. Administrar teme sentido de conduzir, leva de forma coerente.

1. Obrigação do Pastor

Sua obrigação e cuidar do rebanho que o Senhor colocou em suas mão. Orar e interceder e ministrar a palavra ao rebanho.

O pastor não precisa ser um astro, pois não essa a sua função, mas ministrar a palavra Santa e verdadeira de Deus.

O pastor não tem necessidade de ser popular, pois os verdadeiros pastores quase sempre estão no anonimato.
Exemplo de Davi e Amos; homens que foram tirados de traz do rebanho para ministrar ao povo de Israel.

O grande problema hoje, é que tais pastores esquecem de suas responsabilidades com rebanho e tornam-se aventureiros. Tais pastores são como nuvens sem águas levada pelo vento.

O pastor deve apascentar e guarda cada uma das ovelhas que lhe confiou o sumo pastor.

2. Os reis.

Os reis também ocupavam um papel importante no plano de Deus para com a nação. O primeiro rei de Israel “Davi”, foi escolhido por Deus quando ainda apascentava o rebanho de seu pai Jessé. Davi tinha alma de pastor.
Em certo momento, Davi dava sua vida para resgatar uma das suas ovelhas que estava sob ameaça.
Mas ao contrario de Davi, levantaram reis em Israel que defendiam apenas seus interesses em vez dos interesses do rebanho.

2. Os sacerdotes.

Os sacerdotes também tinham seu papel como representante do povo diante de Deus.
O Sacerdote ouvia o povo e apresentava suas causas a Deus.
O profeta: ouvia Deus e apresentava ao povo os oráculos de Deus.
A acusação de Jeremias era que os sacerdotes estavam apascentando a si próprios.

3.Os profetas

Como dissemos, os profetas anunciavam os oráculos de Deus ao povo, e em sumo eram também pastores do rebanho. Mas, ao contrario disso, tais profetas de Israel estavam mentindo, e combatendo os verdadeiros profetas do Senhor.
Como mensageiro das palavra de Deus, que apregoamos a mensagem profética, qual tem sido a nossa postura diante do rebanho do Senhor? Temos nós ouvido a voz do Senhor e transmitido ao povo que estão faminto por uma mensagem Cristocentrica


III. ISRAEL FOI DESTRUIDO POR LHE FALTAR VERDADEIROS PASTORES

Eis o grande desafio para a igreja do século XXI, onde estamos sendo minados por falsos mestres e doutores alienados da palavra de Deus.

A minha preocupação como obreiro auxiliar, é saber por que muitas igrejas dividiram e outras estão no mesmo caminho. Por que tanta evasão de nosso povo para outras igrejas coirmãs.

Que tipo de mensagem temos pregado para nosso povo? O rebanho do Senhor está farto e mensagens vazias e desprovidas de unção, ou de meros aventureiros e pregadores de final de semana com suas mensagem se cunho teológicos cristão.

Ninguém vai em busca de outra igreja, quando estão sendo bem alimentadas na sua congregação. Penso que é tempo de revermos nossos conceitos.

Os falsos profetas estão ai a espreita de qualquer fraquejar nosso, prontos para atacar e destruir o rebanho que Deus nos confiou. Estejamos alerto, pois a paz pregada por muitos supostos homens de Deus, são falsas, pois a palavra de Deus nos diz: No mundo tereis aflição. . . Quando disse paz, paz haverá repentina destruição.


IV. OS DEVERES DAS OVELHAS

Assim como os pastores tem deveres com as ovelhas, da mesma forma as ovelhas tem dever com o pastor.

Honrar os vossos pastores é dever de todas as ovelhas, imita-los em sua maneira de viver ( Hb. 13.7)

Obediências – Devemos obedecer nossos pastores, pois eles nos representam diante de Deus. São eles os intercessores de nossas almas.
Existem muitos membros que caluniam seu pastor, dirigem-lhes palavras indignas, e negam-lhes o respeito devido.

CONCLUSÃO

Jesus o sumo pastor, um dia pedira conta de nosso trabalho como ensinadores do rebanho. O que temos feito para o crescimento das ovelhas como temos conduzidas as fontes de águas e aos pastos verdes.

Elas conhecem ainda, a voz do seu pastor, ou estão seguindo mercenários?
Eis a grande questão para se pensar.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A SOBERANIA E AUTORIDADE DE DEUS

TEXTO ÁUREO - Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?” (Rm 9.21).
Questionar a moralidade das ações divinas é inadequado. As criaturas não têm o direito de objetar ao que seu Criador faz. Este ensinamento jamais deveria nos levar a pensar que uns são mais dignos que outros, mas sim, que o Criador controla toda a criação. Não há base para o ensino que afirma que podemos exigir de Deus, ou de alguma forma ‘pressioná-Lo’ a fazer algo. A criatura não tem o direito de exigir nada do seu Criador visto que sua existência depende dEle.

VERDADE PRÁTICA

Em sua inquestionável soberania, Deus trata as suas criaturas como bem lhe aprouver. Submetamo-nos, pois, à sua perfeita, infinita e sábia vontade.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Jr. 18: 1 - 10
PALAVRA-CHAVE
Soberania de Deus

- Do lat. “superanus“, um adjetivo qualificativo derivado de “super“, que significa “sobre”. “Soberano” é, portanto, aquele que está “sobre” algo ou alguém; Nesta lição, autoridade inquestionável que Deus exerce sobre

I. INTRODUÇÃO

Enquanto Jeremias observava o trabalho do oleiro, Deus colocava em sua mente duas grandes verdades. Deus tem autoridade e poder para formar e moldar reinos e nações como lhe agradar. Pode dispor de nós como lhe agradar, e seria tão absurdo que nós questionássemos isto, como se o barro discutisse com o oleiro. O Altíssimo mostra ao profeta que Ele pode e faz, sempre, o que é melhor (ainda que não entendamos assim). Meu plano realizar-se-á, executarei todas as minhas vontades..” Isaías 46.10

I. A VISITA À CASA DO OLEIRO

1. A casa do oleiro.

Localização da casa do oleiro – Extremo sul de Jerusalém, próximo da Porta do Oleiro e do vale dos filhos de Hinon.
Conhecendo o vale de Hinon:
Este vale localizava-se a sudoeste de Jerusalém. Seu nome equivalente, em grego, é Gehenna ou ‘inferno’, era um depósito de lixo, fora de Jerusalém, onde o fogo queimava dia e noite, e famoso por ser local de sacrifícios humanos pelo fogo, durante os reinados de Acaz e Manassés (2Cr 28.3; 33.6). Jeremias chamou-o o ‘vale da Matança’, um símbolo do terrível juízo de Deus (Jr 7.32)).

2. Seus instrumentos de trabalho.

A roda e o Barro - Um instrumento simples de trabalho, mas que ia render uma grande lição para Jeremias.
O oleiro com as pernas ele movimentava a roda que fazia o barro ou argila ir tomando do vaso desejado.
A lição da roda nos ensina como Deus trabalha em nossas vidas. Muitas vezes parede que estamos na roda e mão do oleiro sendo moldado por Ele. A medida que Deus trabalha, a nossa vida vai tomando forma de um vaso para uso de mestre.

3. A visita à casa do oleiro

Jeremias desce à casa do oleiro por ordem de Deus e ali aprende que tal como um oleiro pode remodelar um vaso mal formado, Deus remodelará seu povo disciplinando-o no exílio. Deus é soberano sobre o povo de Judá - a produção do oleiro depende da qualidade da argila; o que Deus faz do seu povo depende da reação deste. Jeremias representa o juízo divino pelo quebrar de um jarro feito de argila e é maltratado por causa de sua mensagem impopular: assim como a qualidade da argila limita as possibilidades de produção do oleiro, assim a qualidade do povo limita o que Deus fará com ele. Assim como o oleiro tem poder sobre a argila, de igual modo, Deus tem poder sobre nossa vida.
Judá naquele momento era representado pelo vaso que tinha se quebrado nas mãos do oleiro. Na simbologia do vosso quebrado que foi refeito, Deus mostrava a Jeremias o que ele poderia fazer com a nova nação no futuro.

II. A SOBERANIA DE DEUS

1. Definição

A soberania divina é a garantia de que as promessas de Deus jamais falham e a análise desta prerrogativa do Senhor é importantíssima para o fortalecimento de nossa fé.
A soberania de Deus recebe forte ênfase na Escritura. Ele é apresentado como o Criador, e Sua vontade como a causa de todas as coisas. Em virtude de Sua obra criadora, o céu, a terra e tudo o que eles contêm Lhe pertencem.
Ele está revestido de autoridade absoluta sobre as hostes celestiais e sobre os moradores da terra.
O termo “Soberania” denota uma situação em que uma pessoa, com base em sua dignidade e autoridade exerce poder supremo, sobre qualquer área em sua província. Um “soberano”, exercer, pleno autonomia e desconhece imunidades rivais.
Quando aplicado a Deus, indica total domínio sobre tudo. Como soberano que é, Deus exerce de modo absoluto a sua soberania.
No entanto, Deus respeita apenas o livre arbítrio do homem quanto a escolha, porem, dessa liberdade de escolha Deus pede conta.
Precisamos também entender que o livre arbítrio também está dentro da soberania de Deus, tendo em vista que o homem só vai até onde Deus permite. Não estamos partindo de conceitos do “Determinismo (predestinação)”

2. Soberania não é arbitrariedade

“Falar da soberania de Deus não é nada mais do que falar da sua Divindade” -. Deus exerce sua soberania em misericórdia abundante, não na rigorosa justiça.
Deus teve paciência com Judá, pois requeria da nação arrependimento. Caso a soberania de Deus fosse arbitraria cairia por terra a santidade e justiça.
A santidade de Deus requer a separação do homem em face ao pecado, enquanto que a justiça de Deus justifica ou condena de acordo com a sua soberania.
Quando falamos em condenação, estamos falando da reação da santidade de Deus em face do pecado. “Deus ama o pecador, mas odeia o pecado”.

3. Eleição e predestinação

Como entender ambas as doutrinas? Eleição é “o ato soberano de Deus, pela graça, através do qual ele escolheu em Cristo Jesus, para salvação, todos aqueles que previu que o aceitariam” (Thiessen citado por DUFFIELD). Predestinação é um termo mais abrangente, que envolve a eleição (para os crentes) e a reprovação (para os incrédulos).

4. O profeta Jeremias e a soberania de Deus

A descendência física de Abraão não coloca automaticamente as pessoas no Reino de Deus. Mesmo reivindicando essa descendência era fútil, pois os atos deles não evidenciavam essa descendência. O que os judeus jamais entenderam é que não é a árvore genealógica étnica ou familiar que garante aceitação perante Deus, mas sim honrá-Lo crendo e amando ao Senhor Jesus. Jeremias aprende que o oleiro, às vezes, descarta alguns potes por causa de sua má qualidade - e é o que alguns têm sido: barro ruim. Deus é soberano, no entanto, suas criaturas são livres para render-se, ou não, a Ele.

II. O CRENTE E A VONTADE DE DEUS

O objetivo da obra redentora de Cristo era criar um povo seu especial, purificado do pecado e zeloso de boas obras. O crente precisa submeter-se à vontade de Deus, a fim de que Ele opere em sua vida segundo o seu querer.
Essa eleição é uma expressão do amor de Deus, que recebe como seus todos que recebem seu Filho Jesus (Jo 1.12).
A eleição é Cristocêntrica, fomos eleito em Cristo, e isso se é possível a partir do momento que aceitamos a Cristo.
Quando estamos dentro do plano de Deus somos eleito para salvação, mesmo que o vaso seja frágil e quebre, Deus pode refazer esse vaso.
No éramos barro impróprio para vaso, por isso as vezes alguns vasos quebram nas mão do oleiro. Não resiste o poder da roda ou o amassar das mãos poderosa do oleiro. Ainda bem que são quebrados nas mão do oleirio.
Porque muitos vasos estão quebrados fora da olaria e das mão do oleiro. Eis o grande perigo.
Subsidio Teológico
Em 18.4 a palavra ‘quebrou’ é o mesmo termo hebraico usado para ‘cinto de linho‘ em 13.7, em que é traduzido por ‘apodrecido’. O barro era impróprio para o projeto do oleiro. Ele poderia fazer qualquer outra coisa daquela matéria prima, exceto o vaso inicialmente.

CONCLUSÃO

Existe “Duzentos” tipo de barros, mas apenas “oito” serve para ser vasos.
Porem, para Deus, o tipo de barro não importa. Deus deseja fazer do borro apodrecido ou impróprio, vasos para sua glória.
Que vasos somos nós? Eis a grande questão. Pense nisso é serio.
Boa aula a todos
Pb.Jaime Bergamim
Professor Da E.BD.
Templo Sede:
Campina Grande do Sul –Pr.
Região Metropolitana de Curitiba – Pr. Brasil

sábado, 24 de abril de 2010

CHORANDO AOS PES DO SENHOR

LIÇÃO nmº 04 DA E.B.D. DE 25/04/10.
Texto Jr.9.1-3,5-9

INTRODUÇÃO:

Vivemos em tempo, tanto quanto viveu Jeremias e outros grandes homens citados na Bíblia Sagrada. Homens que colocaram suas vidas a disposição do mestre para cumprir a missão de ganhar suas nações para Deus. Isso não faz diferença se foi no Antigo ou no Novo Testamento.

I. O LAMENTO DE JEREMIAS

Diz a historia que Jeremias escreveu o Livro de Lamentações ao pé do monte Golgota.
O livro de lamentações de Jeremias na Sptuaginta e chamado de “Cântico Fúnebre” só isso já é o bastante para justificar o tema de nossa lição.

O cenário do capitulo 7 a 12 de Jeremias, é o inicio do reinado de Jeoaquim, o qual começou a reinar quando Judá era um estado vassalo do Egito (609 a.C. Tendo inicio aos anos de domínio de Babilônia sobre Judá). Antes que isso acontece, entretanto, Deus deu ao seu povo uma última oportunidade de se arrepender.

Por que Jeremias entrou em deprimidas lagrimas? Porque a batalha com os Babilônios seria igual à batalha com os filisteus registrada em I Sm. Nos capítulos 4 e 5, quando Israel foi derrotado e arca levada, e a gloria se foi de Israel.

Jeremias via a rebeldia do povo que davam mais credito aos falsos profetas do que mesmo a Jeová. Então Jermias sente o desejo de se isolar, desejo de solidão e morte.

Nesse momento o desejo de Jeremias, era que sua cabeça se tornasse em lençol freático e seus olhos como fonte para choram a desgraça do povo.

O castigo para Judá era eminente, o templo como objeto sagrado não poderia livrá-los.

Para não ver a rebeldia do povo e a sua própria destruição, Jeremias parace estar em estado de depressão, e nesse momento tenta fugir ao deserto, esconder se da calamidade que abateria sobre seu povo. Mas ao invés disso, Deus o queria junto à nação para continuar anunciado e profetizando.

Tal como Jeremias, muitas vezes bate sobre nós estado de angustia, queremos nos isolar, não queremos ver o erro. Mas Deus nos colocou na sua obra para sermos profetas e não meros covardes. Deus nos chamou nesses últimos dias para combatermos e choramos as misérias de nosso povo, nesses últimos minutos que resta da igreja sobre a face da terra.

Cumpramos nosso papel como profeta de Deus, e anunciemos a sua palavra que nos campos, nas cidades, em nosso pais ou fora deles. Usemos todos os recursos que Deus colocou ao nosso dispor para alertarmos o nosso povo.

II. O LAMENTO DE OSEIAS

Porque do lamento de Oséias – O nome Oséias significa salvação ou libertação. Oséias no ano de 750 foi instruído por Deus para mexer com o caldeirão de corrupção que fervia e exalava seu mau cheiro ao Deus todo poderoso.

Israel experimentou uma época áurea durante o reinado de Jeroboa II dos 790 a 750 a.C. Mas essa época áurea estava chegando ao fim. O rei de Israel faleceu, e o declínio substituiu a prosperidade. Na visão internacional a Assíria estava se projetando cada vez mais. Quando Jeroboão morreu em 750 a.C., começa as pré-invasão da Assíria sobre Israel. Trinta anos Depois Israel foi conquistado pelos assírios. Mesmo antes da conquista Israel se encontrava moralmente e religiosamente decaído. Os sacerdotes praticavam atos abomináveis, como o assassinato (Os. 6.9).

A nação chegou ao nível mais baixo da sua história com a pratica de prostituição disfarçada como louvor a Deus e pelos sacrifícios de crianças a deuses pagãos.

Desta forma, Oséias aparece no cenário de Israel como o profeta da esperança, e entrega ao povo a mensagem profética “O meu povo foi destruído porque lhe faltou conhecimento”.

Não estamos vivendo tempos diferentes de Jeremias e Oseias. O nosso tempo para falarmos bem claro está praticamente pior. O que mudou foi apenas a prática, mas os pecados são os mesmos. Em nossos púlpitos não se pratica a prostituição disfarçada de louvor a Deus, mas se pregam a palavra o evangelho disfarçado e misturado para deleite e riquezas própria. Onde ganham para pregar ou cantar por valores exorbitante.
As mensagens perderam seu tema central; falar na volta de Jesus, Arrebatamento da Igreja, Batismo com Espírito Santo não tem mais importância. Se tirarmos dos sermões de certos pregadores a palavra “receba, receba e receba” acaba a sua mensagem.

Precisamos de novos Oseias e Jeremias no cenário do mundo atual. Que Deus nos ajude.

III. O LAMENTO DE PAULO

Em toda a época e tempo, Deus tem levantado homens compromissados com sua palavra.
Deus levantou Paulo, homem culto formado aos pés de Gamaliel para ser seu arauto contra o legalísmo que florescia entre os Gálatas.

Paulo escrevendo aos Gálatas, levanta o seu lamento contra o legalismo que florescia naquela igreja.

Paulo não ficava satisfeito apenas por ver o povo sendo salvo por Jesus Cristo, mas queria ver o povo crescendo na fé e na verdade.

Embora que no inicio, o cristianismo era restrito aos Judeus. Os seguidores de Jesus eram Judeus, os que foram batizados com Espírito Santo no Pentecostes eram Judeus. No entanto esse povo estava sendo muito legalista que a fé dos gentios. Ai veio à questão como receber esses novos crentes gentios na igreja? A resposta judaizante foi: Tem que observar a circuncisão. Para os judeus, o evangelho não era nada mais que a extensão da Lei de Moises.

Os Gálatas tinha recebidos o evangelho de forma amorosa e sacrificial. Paulo primeiro pregava nos lares, formava a igreja e partia para outra região para anunciar o evangelho de Cristo.

O seu lamento era porque o povo tão cedo estava se entregando ao outro evangelho.

É tempo de levantamos e lamentarmos pela forma que se prega o evangelho de Cristo na atualidade. Precisamos sentir a mesma dor que Paulo sentiu “Meus filhos, por quem de novo sinto dores de parto, até que Cristo seja formado em vós”. (Gl. 4.19)

Os lamentos de muitos veteranos homens Deus, é o mesmo desse grande homens de Deus do passado, que gemeram pela causa do mestre.
Hoje, o evangelho misturado com amuleto para encher igreja, mas que não transforma o vi pecador, leva-nos a pensar; o que estamos a fazer para mudar esse quadro?

CONCLUSÃO:
Levantemos-nos e nos coloquemos como verdadeiros atalaias em tempo de guerra, ou então, o inimigo minará as nossas terras, pois elas são férteis, porem o nosso povo ainda andam despercebidos quantos aos enganadores e mercadejante do evangelho. Levantemo-nos e vamos.

Pb. Jaime Bergamim
Bacharel em Teologia
Mestrado em Psicologia Pastoral
Pedagogo.
Membro da Igreja Evangélica Assembléia de Deus
Em Campina Grande do Sul – Pr
Região metropolitana de Curitiba-Pr